Qualidade da experiência subjetiva no exercício físico: A importância de fatores motivacionais e hedónicos na adesão continuada à prática

(versão em português)

Investigador Principal

Diogo Teixeira

Objectivos

Explorar a influência da qualidade da experiência subjetiva no exercício físico e a sua relação com a adesão continuada à prática em ginásios e health clubs, tendo por base pressupostos teóricos de natureza motivacional e hedónica.

Sumário

As elevadas taxas de sedentarismo e de baixa atividade física são fatores preocupantes nos países desenvolvidos e, de acordo com dados obtidos ao longo das duas últimas décadas, são particularmente evidentes em Portugal.

Um dos locais de prática preferencial de exercício físico dos portugueses são os ginásios. Estes locais, por diversos motivos, têm sido alvo de diversas influências que tendem a afetar a qualidade das suas práticas, e a não contribuir da forma mais adequada para a adesão continuada.

A literatura dos últimos anos tem vindo a reforçar o papel da motivação como fator chave na adesão a programas de exercício físico. Esta questão eleva-se de importância considerando que os portugueses tendem repetidamente a justificar a sua inatividade como fruto da falta de tempo e motivação para essas atividades.

Adicionalmente, a taxa de abandono a seis meses revela que aproximadamente 50% dos utentes tendem a desistir da sua prática, fator que necessita de ser melhor compreendido de forma a dotar os profissionais de exercício de ferramentas que possam utilizar na tentativa de melhorar a motivação para a prática e menorizar esta taxa de abandono.

Em acréscimo aos fatores motivacionais, questões de natureza hedónica têm vindo a ser destacados como preditores relevantes da manutenção da prática de exercício físico, e parecem poder vir a ser cruciais na articulação com as estratégias motivacionais nestes contextos. Esta articulação, apesar de já testada em alguns contextos, não tem ainda expressão de abordagens teóricas mais recentes e inovadoras no contexto do exercício físico, como a medição situacional do estado afetivo, e/ou determinação do perfil de preferência e tolerância à intensidade do exercício, fator destacado como relevante na qualidade da resposta emocional durante e após o exercício.

Assim, quatro sub-áreas emergem para dar consecução ao objetivo definido, onde vários trabalhos independentes serão desenvolvidos:

– Individualidade na promoção e suporte à autonomia motivacional para a prática de exercício físico: O papel da preferência e tolerância associada à intensidade do exercício

– Manipulação da valência afetiva no exercício físico e sua relação com a dinâmica motivacional do praticante: Um estudo em contexto de ginásios e health clubs

– Prescrição tripartida: O papel de variáveis hedónicas na promoção do bem-estar e adesão à prática em ginásios e health clubs

– Modelos de processamento duplo na criação de automatismos para a adesão continuada à prática

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